quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Enxugando a esplanada dos ministérios
Conforme sinalizado durante a campanha, Jair Bolsonaro, eleito no ultimo dia 28/10 vai costurando uma nova configuração para os seus ministérios, enxugando pastas que estão sendo absorvidas por outras, uma situação bem diferente do inchaço de ministérios e secretárias visto na ultima década e meia.
Dois super ministérios estão sendo criados, o da Economia, que integrará, Fazenda, Planejamento e Industria e Comércio Exterior, capitaneado por Paulo Guedes e o super ministério da Justiça, que incorporará o recém criado ministério da segurança publica, mas que também comandará o COAF e terá um papel bastante amplo, segundo o que está sendo planejado, a pasta ainda não tem um titular, mas o grande sonho de consumo de Bolsonaro, o juiz federal Sergio Moro, já dá sinais positivos de que aceitaria a indicação, a se confirmar, já que ambos tem um encontro hoje no Rio de Janeiro.
Os demais ministérios do futuro governo deverão ser
Casa Civil e Secretaria de Governo - Onyx Lorenzoni, Defesa - General Heleno, Ciência e Tecnologia e ensino superior – Marcos Pontes, Educação-Cultura e Esporte, Agricultura e Meio Ambiente, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Integração Nacional, Infraestrutura e Transportes, Gabinete de Segurança Institucional, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e Saúde.
A grande discussão dessas novas pastas ainda segue na eventual fusão entre Agricultura e Meio Ambiente, que não é visto com bons olhos por ambientalistas e especialistas da área e divide até opiniões nos meios ruralistas. Outra discussão de menos caráter técnico e muito mais politico é a indicação de Sergio Moro para o super Ministério da Justiça, visto por alguns especialistas do direito, um conflito sério de interesses, entre o comandante da lava jato e o novo governo, o que reforçaria a narrativa de golpe dos grupos ligados ao ex-presidente Lula, condenado por Moro por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá.
A interlocutores Moro afirma que isso não seria um impedimento, já que ele não acredita que a narrativa de golpe cessaria ainda que ele não compusesse o ministério de Bolsonaro.
Discussões politicas e técnicas a parte, o novo governo, dá uma sinalização positiva de austeridade ao enxugar ministérios, sinalizando que fará a gestão publica com focado em eficiência e não no apadrinhamento de correligionários. O grande desafio, entretanto, seguem sendo as reformas profundas que serão necessárias para correção do rumo catastrófico das contas publicas, e que dependerá de um congresso que na sua essência ainda não mudou o jeito de fazer politico sem o toma lá dá cá dos cargos na administração publica. Vamos acompanhar de perto os próximos capítulos dessa movimentação.
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Um comentário:
O apoio do congresso é um enigma. Vejo que uma boa arma para o Presidente eleito, e que ele sabe usar muito bem, é o contato direto e constante com o público. (Foi assim que ganhou as eleições) O recado foi dado nessa eleição,o povo está cada vez mais próximo e vamos pressionar.
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