segunda-feira, 12 de novembro de 2018
A polemica do aumento do STF
De volta depois de alguns dias de descanso e mesmo sendo quase velha a noticia do aumento concedido aos ministros do STF, a polêmica continua com requintes de indignação.
E não é que o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, de despedida do mandato, pautou a matéria que ao final foi aprovada pelos senadores. A medida já havia sido aprovada pela câmara em 2016 por um acordo de lideranças, a qual fez parte o PSC, então partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, e mais recentemente foi aprovado pelo plenário do próprio STF e seguiu para o senado onde estava “adormecido”. Além do pesado impacto nas contas publicas, já em situação de semi-catástrofe, a medida descortina uma atitude de sabotagem do atual congresso com o governo que assume em 2019 e mais uma vez comprova a total falta de capacidade de negociação politica do presidente eleito Jair Bolsonaro, que se absteve de tentar barrar a matéria antes de ser votada e parece estar inerte a sua ultima trincheira que seria o veto do presidente Michel Temer. Não se tem noticia nem de interlocutores de Bolsonaro tratando da matéria que aponta para um rombo de mais 6 bilhões de reais para o orçamento do ano que vem. Bolsonaro se resumiu a fazer mais uma transmissão de seu estúdio improvisado, se defendendo de possíveis acusações de que seria ele, o responsável pelo aumento. “tão querendo botar na minha conta”, disse o futuro presidente em tom jocoso na sua transmissão.
Congressistas em geral, não costumam perdoar chefes do executivo inertes ou titubeantes com foi com Temer, que foi e voltou em tantas decisões, que termina o seu governo como alguém que nunca lá esteve.
De olho nas reformas, me despeço por hoje.
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