segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Debate sobre o debate

O clima já quente das eleições ganhou novo folego na semana passada, em razão do veto da equipe médica que trata do candidato Jair Bolsonaro, devido ao atentado sofrido em Setembro, em participar do debate que iria ao ar no dia 12 de Outubro pela Band. Os opositores do candidato não pouparam criticas e deboches sobre sua real condição física de participar ou não do debate, e por outro lado, seus apoiadores, não hesitaram de sair em defesa do candidato, até aqui tudo normal diante da polarização que tomou conta do cenário politico dos últimos anos. Mais normal ainda é a situação de ausência em debates por parte de candidatos pelos mais variados motivos alegados e que no fundo sempre fizeram parte da estratégia de sua equipe e obviamente também nunca faltaram criticas dos opositores. A diferença nesse pleito é que Jair Bolsonaro tem uma justificativa irrefutável que é a justificativa médica, e por mais que seus opositores queiram fazer parecer um motivo menor, não é discutível, fato disso é o acertado comedimento da imprensa em comentar a situação. Não há, portanto, até aqui, nenhuma novidade. A chance que certamente será perdida nesse segundo turno, e que deveria ser um compromisso dos partidos e dos veículos de comunicação, seria o tardio sepultamento desse formato de debates que em nada contribui. Formato esse, que são obedecidos apenas para blindar os políticos de um confronto mais ostensivo e revelador e que ao mesmo tempo, os impede de falar efetivamente de propostas, planos de governo e cativar os eleitores transformando mediadores em meros censores de tempo, apenas contribuindo com a infindável explicação das regras estabelecidas. Em se tratando de primeiro turno, talvez o formato possa servir para que alguns candidatos ao menos sejam conhecidos, como foi o caso do Cabo Daciolo esse ano, mas em se tratando de segundo turno, em que apenas dois candidatos avançam, há que se pensar urgentemente em outro formato, inclusive, transformando o debate em entrevista caso algum candidato resolva não participar, exemplos mudam afora não faltam. Enquanto as mudanças não vêm, as grandes vedetes das eleições continuam sendo os estrategistas de bastidores e não os próprios candidatos, e como assistimos esse ano, as fabricas de "memes" e frases prontas que deram o tom da eleição de 2018. Gloria a Deus!

Um comentário:

Unknown disse...

Glória!!!! Excelente análise...Estamos vivendo a história. Cada registro, como esse por exemplo irá contribuir no futuro. Forte Abraço! Ótima iniciativa.

Arnô